SECOPA reúne com pioneiras do Esporte Clube Radar no Rio de Janeiro.

No dia 8 de agosto a Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 (SECOPA/MESP) recebeu ex-jogadoras do Esporte Clube Radar, um dos times pioneiros do futebol de mulheres do Rio de Janeiro, para um encontro de escuta e aprendizado no intuito de conhecer e celebrar a história e as conquistas dessas atletas. Foi a Secretária Extraordinária da SECOPA/MESP, Juliana Picoli Agatte quemabriu a conversa apresentando o trabalho desenvolvido pela Secretaria desde sua criação em dezembro de 2025 e os planos de trabalho até o final de 2027. Juliana explicou toda a estrutura de governança coordenada pelo governo federal para a realização desse grande evento e destacou a elaboração do Plano Nacional do Legado Social e Esportivo. A reunião durou cerca de 3 horas, e também contou com a participação da Raquel Ribeiro Martins, Coordenadora-Geral da Copa do Mundo de Futebol Feminino (SECOPA/MESP), Lili Brum e Lara Lima da REDEH/RJ, Olga Bagatini Gerente de Legado na Copa do Mundo Feminina 2027 da FIFA e da professora Bianca Gama da UERJ/HIP.

No segundo momento, o Radar contou sua história, desde a criação do time nas areias da praia de Copacabana ao enfrentamento à proibição durante a ditadura militar. Através do relato das ex-jogadoras foi apresentada a trajetória de resistência dessas mulheres que participaram da formação do time que fez história em representar o Brasil internacionalmente na Espanha em 1982, antes mesmo da regulamentação do esporte no país e, em 1983 no Chile e nos EUA, trazendo conquistas fantásticas, como a vitória por 16 X 0 contra a seleção chilena. Elas mostraram para o mundo que o futebol de mulheres brasileiro existia e merecia espaço, mesmo tendo ficado 40 anos proibido. Foi do Radar que se formou a base da 1ª seleção que viajou para o Torneio Experimental da Fifa (1988) na China representando o país.

“É necessário que a história do futebol feminino, que foi distorcida por tantos anos, que nós sejamos
reconhecidas pelo pioneirismo e por ter aberto espaço para as seleções reconhecidas no legado da Copa.”
Iracema Ferreira, a Rata.

Conhecer e reconhecer a história daquelas que vieram antes de nós é um trabalho que vem sendo protagonizado pelo Radar e muitas mulheres históricas do futebol brasileiro. Essa busca por valorização da história e memória de pioneiras é impulsionada agora com a atuação da SECOPA em seu exercício de fortalecer a construção de um legado permanente para a Copa do Mundo de 2027 que honre a trajetória dessas e tantas outras mulheres e construa caminhos para que o futebol feminino ocupe cada vez mais seu lugar no imaginário da sociedade como legítimo representante da nossa grande paixão nacional.

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